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sábado, 15 de setembro de 2012


              Grupamento de Policiamento Especial – GPE


O ano era 1999, o Departamento de Policia Rodoviária Federal tinha como diretor-geral o general da reserva Álvaro Henrique Vianna de Moraes, e preocupado com o aumento nas atribuições do órgão frente às necessidades que a sociedade exigia, começou um processo de reestruturação e capacitação em termos de pessoal, equipamentos e estrutura. E como parte deste processo iniciou-se à preparação de profissionais capacitados e preparados para lidar com as mais diversas situações de manutenção da ordem e segurança nas rodovias federais. Surgindo então o GPE - Grupamento de Policiamento Especial da PRF. Inicialmente se investiu em um grupo de instrutores pertencentes aos quadros da PRF - uma vez que os cursos de formação anteriormente sempre se utilizavam de instrutores de outros órgãos. Estes instrutores formados foram qualificados para atuarem como multiplicadores dos conhecimentos adquiridos em treinamentos. Como parte dos investimentos, alguns destes instrutores foram enviados aos EUA e a Israel, onde tiveram a oportunidade de fazerem cursos junto a SWAT e a Policia Israelense. Com a formação dos instrutores, 72 Policiais Rodoviários Federais foram selecionados em todas as unidades da federação, após um rigoroso processo psicológico e físico, para fazerem parte da primeira turma do GPE. Nascia assim o projeto de formação de uma força especializada dentro da PRF. Os policiais formados no GPE eram voluntários, desempenhavam suas funções diuturnamente nas rodovias, cumprindo normalmente suas escalas em suas respectivas lotações, e poderiam ser acionados a qualquer momento para deslocamento imediato para qualquer parte do país, subordinados unicamente ao DPRF. Nos deslocamentos além das viaturas convencionais, poderiam ser utilizados helicópteros e aviões. O GPE utilizava equipamentos, armamentos e munições especiais, como: gás anti-disturbio, bombas de efeito moral, munições de borracha, apetrechos para rapel, escudos, capacetes e coletes à prova de balas. Fazia parte da grade curricular do curso de formação as seguintes matérias: Armamento, munição e técnicas de tiro, Controle de distúrbio civil, Técnicas de operações policiais especiais, Operações aéreas em rodovia, Execução de tiro-adaptação e tiro de combate policial, Gerenciamento de crise, Direitos humanos, Táticas de abordagem, Formação tática, Técnicas de perseguição, Evasão tática, Identificação de veículos suspeitos, Manobras de procedimentos de segurança, Educação física, Defesa pessoal (revista, uso de algema, condução de pessoas, imobilização), Legislação aplicada à PRF, Policiamento de trânsito rodoviário, Legislação aplicada a entorpecentes, Procedimento de fiscalização, Técnicas verticais (rapel), Informática aplicada à PRF, Relações interpessoais, Técnicas de abordagem e Desembarque tático. Com o GPE, a Policia Rodoviária Federal, passou a ser requisitada por inúmeras autoridades judiciarias e membros do Ministério Público em diversas operações de busca e apreensão e ações contra o crime organizado, tanto em rodovias quanto em perímetros urbanos. A PRF passou a ser vista como um órgão atuante não só nas atividades relacionadas ao transito nas rodovias, como também no combate ao crime. Ao todo foram formados quase 800 policiais e 120 instrutores fixos, mas com a saída de Álvaro Henrique Vianna de Moraes do DPRF, o GPE foi deixado de lado, sendo aproveitado parte do projeto para se chegar ao que hoje temos em termos de policiamento especial e ensino no DPRF. 



Um comentário:

  1. QUE LEMBRANÇAS! FOI O MELHOR MOMENTO NA PRF.

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