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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pai e filho presos por dirigirem bêbados; “mais um sem juízo”, diz adesivo em carro.
       
    Em fiscalização ao longo da BR 163 no município de Rio Verde de Mato Grosso/MS, a PRF flagrou um jovem de 19 anos dirigindo um veículo Fiat/Uno, com indícios de estar embriagado. Convidado a fazer o teste do bafômetro o jovem atendeu o convite dos policiais e foi constatado que o mesmo se encontrava sob o efeito de bebida alcoólica, e como o teste apresentou um percentual acima de 0,34mg/l, foi dado voz de prisão em flagrante ao  mesmo, conforme determina a legislação. Enquanto os policiais faziam a notificação e a documentação necessária para o encaminhamento do jovem a delegacia de policia, parou no local o veículo VW/Saveiro e o condutor se apresentou como pai do jovem infrator, e começou a pedir explicações aos policiais sobre o que teria ocorrido com seu filho. Os policiais então perceberam  que o pai preocupado,  apresentava sinais de embriaguez, sendo submetido também ao teste do bafômetro, ficando constatado que o mesmo  se encontrava na mesma situação do filho, ou seja, dirigindo sob a influência de álcool no sangue. Diante desta situação o pai “zeloso” recebeu voz de prisão e juntamente com o filho foram encaminhados a Policia Civil, onde ficarão a disposição da justiça até o pagamento de fiança. Os veículos foram notificados e as CNH apreendidas.
   O que chamou a atenção neste caso dos policiais foi a adesivo colado no vidro traseiro do carro do jovem: “Mais um sem juízo”, compatível com a irresponsabilidade demonstrada pela família ao volante, justamente em uma rodovia conhecida como a “Rodovia da Morte”, ficando evidenciado que a fama da rodovia se deve muito mais a falta de consciência dos condutores do que propriamente dito a uma maior atenção dos órgãos governamentais.
   Ainda durante fiscalizações nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul, a PRF flagrou outros cinco motoristas dirigindo embriagados durante o fim de semana(04/092011).
PRF apreende 281 quilos de maconha em carro roubado em Aparecida de Goiânia
          Em ronda ao longo da BR 163, nesta noite(04-09-2011),uma equipe da PRF avista os faróis de veículos quem vinha por uma estrada vicinal rumo a rodovia, estrada esta muito usada por meliantes com o objetivo de desviar do posto PRF de Jaraguari/MS, na altura do KM 532, ponto estratégico de fiscalização, uma vez que dá acesso aos estados de Goiás, Mato Grosso e ao Distrito Federal. Com objetivo de fiscalizar os veículos ,  os policiais entram na estrada vicinal e os veículos em fuga retornam sentido contrario , os policiais então acionam o restante da equipe no posto policial e solicitam apoio no sentido de se interceptar os veículos na saída da vicinal.  Os policias fazem então uma barreira no local determinado e os veículos são abordados, um Toyota Corolla  e uma GM/S10, ambos com placas de Goiânia. No interior do Corolla foram encontrados 281,9 quilos de maconha e em checagem ao veículo constou que o mesmo fora furtado no município de Aparecida de Goiânia no mês passado, sendo preso em flagrante os dois homens que ocupavam o veiculo. No outro veículo foi presa a condutora, uma mulher de 31 anos, que fazia o serviço de batedor para os traficantes, segundo declarações da condutora a mesma já havia sido presa no estado do Mato Grosso, também por trafico de drogas e fazia o serviço novamente na tentativa de se recuperar financeiramente da prisão anterior. A ocorrência foi encaminhada a Policia Civil em Campo Grande, onde os presos ficarão a disposição da justiça. Mais um carregamento de drogas é interceptado graça a atuação dos policiais de estrada, sempre vigilantes nas rodovias do Brasil.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

     Pare ou eu atiro!
           O ano era 1997, e o fato se deu na BR 262, município de Três Lagoas/MS. Se hoje em dia as condições de trabalho nas corporações policiais já não são as ideais, naquela época a precariedade era gritante: As armas eram de usos coletivos e na maioria dos casos velhos revólveres 38; as viaturas eram na maioria GM/Caravam ano 82 e as velhas e tradicionais GM/Veraneio; os policiais quase nunca eram submetidos a treinamentos, entravam na policia ganhavam uma farda e uma carteira funcional e pronto, já eram “puliça”. Foi neste cenário que se desenrolou uma operação que normalmente chamamos de pente fino, onde a maioria dos veículos são parados e o objetivo vai desde o cumprimento do CTB(Código de Trânsito Brasileiro), a busca de algo ilícito tanto nos veículos quanto nos condutores e passageiros. No meio desta operação ao receber ordens para parar, um condutor parou o veículo antes da barreira e saiu em desabalada carreira mata a dentro, os policiais saíram em perseguição correndo a pé atrás do meliante, mas como o fugitivo apresentava um condicionamento físico bem superior ao dos policiais(lembram da falta de treinamento?), começou a colocar uma distância considerável  entre ele e os policiais, em determinado momento da perseguição um dos policiais ao passar por um peão de fazenda que arrumava uma cerca naquele local, não pensou duas vezes e requisitou o cavalo do trabalhador rural alegando prioridade em todos os tipos de transporte quando em serviço(Decreto nº 1655/95), sem titubear o policial que era metido a Durango Kid, subiu no cavalo e saiu a galope com a arma em punho, em uma legitima cena de faroeste, dedão no gatinho do revólver(de novo a falta de treinamento!), gritando para o fugitivo que se ele não parasse iria atirar, como o fugitivo não se intimidou com a ameaça e continuou a fuga, o policial efetuou um disparo com o objetivo de intimidar, mas como tudo que começa errado acaba errado, o disparo devido ao galope e ao despreparo do policial acabou por atingir o próprio cavalo, vindo cavalo e cavaleiro ao solo, numa cena não mais de faroeste, mas de pastelão dos bons . Logo o outro policial que vinha pisando na língua muito atrás, se deparou com aquela cena, cavalo e cavaleiro no chão, e nem sinal mais do condutor fujão, que como dizemos por aqui: Ganhou Goiás!!!! 

terça-feira, 16 de agosto de 2011


          Em uma ação contra o crime ambiental na madrugada desta segunda-feira (15/08/11), a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 900 canários peruanos, na BR 262 entre os municípios de Miranda/MS e Corumbá/MS. Os pássaros estavam em um veículo GM/Classic, com placas de Corumbá/MS, conduzido por D.S.F., de 42 anos, e tinha como passageira a sua sogra e proprietária do veículo, E.M.A., de 54 anos. A descoberta se deu quando os policiais procederam a revista no veiculo, e constataram a presença dos pássaros distribuídos em diversas gaiolas, em péssimas condições de transporte. O casal após a descoberta afirmou que levariam os pássaros ate a capital Campo Grande/MS e receberiam R$ 3mil pelo serviço, que foram contratados por dois homens em Corumbá/MS, e que os mandantes estariam aguardando a encomenda no município de Anastácio/MS, em um veiculo GM/Vectra de cor prata com placa de Minas Gerais. De posse destas informações os policiais acionaram a equipe PRF de Anastácio/MS para fazerem a abordagem do veículo suspeito. As informações dos traficantes de animais silvestres estavam corretas e no veiculo Vectra foram presos o condutor J.C.D.M., de 46 anos, e o passageiro M.D.J., de 64 anos, ambos já com passagens pela policia por tráfico de animais silvestres, ambos alegaram que contrataram os corumbaenses por terem problemas com a justiça e pelo fato de que se o veiculo e ocupantes fossem de Mato Grosso do Sul, despertaria menos atenção. As quatro pessoas envolvidas, os veículos e os pássaros foram encaminhados a Policia Federal em Corumbá/MS, onde além de serem indiciados por crime ambiental, os traficantes de animais foram multados pela Policia Militar Ambiental em R$ 300 mil reais, e se condenados podem pegar uma pena de três meses a um ano de detenção. Esta é a terceira grande apreensão destes animais realizada pela PRF este ano no estado do Mato Grosso do Sul, a outras duas foram no município de Três Lagoas. Os canários apreendidos foram encaminhados ao CRAS(Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), pela PMA, onde após um período de quarentena devem serem encaminhados ao pais de origem, já que não pertencem a fauna brasileira.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Policial e sua vida de estresse e adrenalina


          Ás vezes me pergunto, até que ponto vale a pena ser policial no Brasil. Não conheço a realidade das polícias de outros países, porém sei que tem muitos países onde a renda per capita e o Produto Interno Bruto é bem menor que o do Brasil, e com certeza as suas forças públicas são de qualidade inferior a do  nosso país. Porém nós poderíamos ter uma segurança pública melhor, ou seja, melhor remunerada, melhor treinada e melhor estruturada. Ao longo de 27 anos, trabalhando como policial me deparei com as mais diversas situações dramáticas, hilárias, emocionantes, enfim, tudo o que se possa imaginar no universo das ocorrências policiais. Fatos estes que dariam para escrever um livro. Nós vivemos mais de 20 anos sob uma "ditadura militar", e eu entrei para a polícia, durante o mandato do General Figueiredo, que durante uma visita ao estado de SC, mais exatamente em Balneário  Camboriú, ao fazer o isolamento da multidão que o cercava próximo à área do Hotel Marambaia onde iria se hospedar, o mesmo bateu com a mão no meu peito e disse "Agüenta firme soldado". Naquela época havia uma frase que era dita, como sendo originária de algum militar de alta patente, que era a seguinte, “Eu prendo, eu mato, eu arrebento", isto é claro ficou impregnado na mente de muitos militares e policiais. No passado, em vários países, assim como no Brasil, as forças públicas utilizaram de métodos violentos para desvendar crimes, e muitas vezes para controlar manifestações, e mesmo para a manutenção de poder. Obviamente, ainda de vê alguns episódios de abusos, porém temos que considerar os aspectos históricos deste tipo de comportamento, pois isto foi sendo transmitido ao longo dos anos. A sociedade brasileira está num processo de transformação social, econômica e política, sendo que a democracia em sua essência ainda não está solidificada, pois creio que a partir do momento em que a vontade popular na sua totalidade for respeitada, poderemos ter uma força policial melhor preparada e mais conectada com a vontade popular e os interesses da comunidade. Existem hoje, tramitando no Congresso Nacional, várias Propostas de Emenda Constitucionais, as chamadas PECs, sobre a unificação e desmilitarização das polícias, assim como outras que contemplam os policiais e bombeiros com um salário mais digno. É necessário que mudemos, pois assim como a sociedade não agüenta mais a violência e o aumento da criminalidade, nós os policiais não suportamos mais o descaso dos governantes e legisladores que parecem insensíveis a condição social e psicológica que nós vivemos. Ganhamos mal, somos discriminados pela maioria da sociedade e por parte da imprensa. Carregamos um estigma de violentos, despreparados, insensíveis, muitas vezes de assassinos, porém a maioria de nós, pelo menos no meu estado, somos bons policiais e honestos na sua maioria. Claro que precisamos melhorar e muito, assim como a maioria dos profissionais nas mais diversas carreiras. Uma vez em um programa de televisão, o apresentador Wagner Montes, disse algo muito relevante, “o político não é um extraterrestre”, eu estendo esta afirmativa a classe da segurança pública, “ os policiais não são extraterrestres", ou seja, todos nós viemos do seio da sociedade. Se quisermos ter melhores, políticos, policiais, médicos, governantes; todos temos que melhorar como pessoas, cidadãos. Obviamente, a discussão sobre segurança pública é muito mais profunda e merece um debate muito mais amplo sobre o tema. Porém gostaria de colocar neste pequeno resumo, que nós policiais, pelo menos os mais sérios, temos um profundo interesse de contribuir com uma sociedade mais justa, mais segura e pacífica, ao mesmo tempo que temos sangue nas veias e nos deparamos todos os dias com as mais diversas situações. Pois ao mesmo tempo que temos que ser educados com os cidadãos honestos, temos que ter firmeza com os criminosos violentos. Desta forma, as vezes temos que ter o discernimento e o chamado tirocínio policial para saber identificar em um veículo ou em uma situação extrema, se aquela pessoa que iremos abordar ou identificar é ou não um criminoso ou potencial criminoso. E muitas vezes as pessoas comuns se acham no direito de questionar nossas atitudes, mesmo aquelas que estão embasadas estritamente nas leis vigentes.    Espero que todos nós, sociedade, policiais, políticos, possamos fazer uma melhor polícia, uma melhor sociedade, para dar a nossos descendentes melhores perspectivas de um futuro esperançoso.

# Publicado com autorização da fonte.


E-mail para contato, vilsonbol@yahoo.com.br.