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segunda-feira, 4 de julho de 2011

     
Paulistas presos com 4,6 toneladas de roupas.

     Um empresário da cidade de Penápolis/SP de 38 anos, e duas irmãs da cidade de Birigui/SP foram presos na BR 262 km 383, município de Terenos/MS no serviço da última quarta-feira, 29, sendo acusados de contrabando. Na oportunidade, apreendemos uma carreta carregada com 4.662 quilos de roupas adquiridas na Bolívia. A descoberta se deu durante patrulhamento de rotina pela rodovia BR 262 quando por volta das 10h, abordamos a carreta com placas de Sidrolândia/MS no posto policial, distante cerca de 30 quilômetros da capital sul-mato-grossense. O veículo era conduzido por um homem de 26 anos, morador de Terenos/MS, proprietário do veiculo e que foi contratado pelos acusados para transportar a mercadoria até o interior de São Paulo. Ele viajava acompanhado de uma das irmãs, de 30 anos. Durante vistoria na carroceria do caminhão, que estava coberta por uma lona, foram encontrados 74 fardos de confecções diversas adquiridas no país vizinho, entre elas calças, camisas, blusas e demais artigos para o público feminino e infantil. Durante a fiscalização foi abordado também o veículo Fiat Doblô, com placas de Penápolis/SP, onde viajava o empresário e uma mulher de 33 anos, que é irmã da outra acusada e também reside em Birigui/SP, e fazia a escolta do carregamento, funcionando como batedor. O empresário detido conduzia o veículo e alegou estar apenas dando uma carona a amiga. Os envolvidos informaram que pretendiam revender as roupas em cidades do interior de São Paulo, sendo proprietários de somente parte das mercadorias, sendo o restante de propriedade de diversos vendedores ambulantes da cidade de Birigui/SP, que cotizaram o valor do transporte em sistema de consorcio para baratear os custos e burlar a fiscalização. Eles foram presos em flagrante e encaminhados a Polícia Federal de Campo Grande/MS. Se condenados, poderão pegar até quatro anos de prisão. Os dois veículos e toda mercadoria foram apreendidos, ficando à disposição da Receita Federal.
           Este tipo de ocorrência e muito comum nesta região já que os comerciantes viajam ao país vizinho atraídos pelo preço das confecções, e por se tratarem normalmente de réplicas de grifes famosas.

sábado, 2 de julho de 2011

  Liberdade em massa de detentos na próxima semana já preocupa policiais.

     As mudanças na legislação penal, que entram em vigor na próxima segunda-feira (4), que deve colocar em liberdade centenas de detentos nas ruas, já preocupam os órgãos policiais de todo país, sendo avaliada como a pior medida possível para segurança pública. Como membro da segurança publica entendo que a liberdade destes presos, sem uma política de assistência para que eles sejam reintroduzidos no convívio social, fatalmente os levaram de volta a vida do crime, sobrecarregando o já comprometido serviço policial.
        No Mato Grosso do Sul o comando da Policia Militar já solicitou ao diretor da Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária), as informações de quantos detentos poderão voltar as ruas com a nova legislação, para que eles possam saber, qual será a melhor ação a ser desenvolvidas para se evitar um aumento dos crimes no Estado, uma vez que o secretário de Justiça e Segurança Pública, afirmou que o Estado como não poderia deixar de  ser cumprirá a legislação, analisando processo por processo, para se chegar aos beneficiados com a nova lei, tomando providencias de modo que a execução se dê sem prejuízos a sociedade.  Conforme a legislação, presos por crimes com pena de até quatro anos de reclusão não vão mais ficar na cadeia, antes da condenação e aqueles que lá já estão, poderão ser soltos de acordo com a Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011, que altera os dispositivos do Código de Processo Penal. Na prática, aqueles que cometerem furtos simples, homicídio culposo (sem intenção de matar), violência doméstica, abandono de incapaz, maus tratos, seqüestro e cárcere privado, porte ilegal de arma de fogo, entre outros, só vão ficar presos se não pagarem fiança, se forem reincidentes e não tiverem residência e trabalho fixos. A restrição total de liberdade só será determinada em último caso, à exceção de crimes com mais de quatro anos de reclusão como tráfico de drogas, latrocínio (roubo seguido de morte), roubo, extorsão, tortura e homicídio doloso (com intenção de matar). O delegado poderá arbitrar o valor da fiança, que varie de um a 100 salários mínimos. De 100 a 200 salários mínimos, a fiança deverá ser definida pelo o juiz, ressalvado o caso de preso sem condições econômicas, caso em que poderá ser colocado em liberdade mesmo sem pagar um tostão. Mesmo com a nova legislação que determina a soltura em vários casos, os detentos poderão ser mantidos presos por medidas cautelares, como prisão preventiva, que deve ser determinada por um magistrado.
 Concluindo, com a nova legislação o governo espera diminuir a população carcerária no país, e conseqüentemente os gastos com a construção de novas unidades prisionais, restando à população o ônus de se verem cada vez mais a mercê da marginalidade e aos órgãos policiais a rotina de prender e soltar.

sábado, 25 de junho de 2011

                   A ONÇA BICHADA!!


     BR 262, município de Ribas do Rio Pardo/MS.  Como de praxe uma equipe com dois policiais realiza o serviço de ronda ao longo da BR naquela região. Estacionam a viatura próximo ao perímetro urbano e começam a fiscalização. Até aí tudo normal. A situação muda quando um deles olha na direção do acostamento e exclama: “Velho, achei 50 paus!!!”  Como já tava no horário do rango, eufóricos com a boa sorte, correram para a lanchonete meia boca próximo ao local onde estavam,  com o objetivo de torrarem a onça naquele estabelecimento. Após algum tempo, saciados, se dirigem ao caixa e o policial sortudo, todo sorridente, já enfiando a mão no bolso onde havia guardado a nota pergunta: “Quanto deu a dolorida?” O outro sem conter a euforia  emenda esta: “Bota preço, que hoje quem paga é o  parceiro, tá podendo!!!”  O atendente apresenta a conta e para puxar assunto diz: “ Os senhores estão sabendo do derrame de notas de cinqüenta falsas na cidade esta semana? “ O policial que já ia sacar a nota de cinqüenta do bolso, empurra a onça mais pro fundo e amarelando o sorriso pergunta: “Passa cartão?”
     

quarta-feira, 22 de junho de 2011


ROTINA DE UM POLICIAL DE ESTRADA

                    Este serviço(20 junho de 2011) demonstra bem a rotina de um policial de estrada. BR 262, município de Terenos/MS, apenas dois policiais estão de serviço e intensificam a fiscalização em frente ao posto policial, quando são informados de uma denuncia de que passará pelo posto um veiculo F 1000 de cor preta e que segundo o denunciante o condutor não possui CNH e anda constantemente embriagado. Passado certo tempo o veículo denunciado é abordado e conforme a denuncia o condutor apresenta indícios de estar embriagado e embora possua CNH, a mesma se encontra vencida desde o ano de 2001 e o mesmo não a portava. O condutor é submetido ao teste do etilômetro e o resultado apresenta um índice de 0,25mg/l, o que o livra da prisão, mas resulta numa multa de R$ 957,70 e a apreensão do veículo, já que o condutor não apresentou outra pessoa habilitada para retirada do mesmo. Enquanto um dos policiais cuida desta situação, o outro aborda outro  veículo e ao checar o condutor no sistema, descobre que contra o mesmo consta mandado de prisão em aberto, é dado voz de prisão ao procurado e feito a condução do mesmo a delegacia de policia para cumprimento do mandado. De retorno a posto os policiais abordam um Honda Civic com placas do estado de MG, conduzido por um policial daquele estado, que junto com os documentos do veiculo apresenta sua identidade funcional. Ao verificar os documentos do carro, o policial vê indícios de adulteração, levantando suspeita de que o veiculo possa ser produto de algum ilícito.É feito então uma  checagem no sistema pelo numeral do chassi, quando então a suspeita se confirma: O veiculo  trata se de um duble(outro carro com as mesmas características) e apresenta  ocorrência de furto desde dezembro de 2010, e apesar do condutor ser um policial com 20 anos de serviço, é dado voz de prisão em flagrante ao mesmo pelo crime de receptação(artigo 180 do código penal). Os policiais se dirigem a delegacia de policia para o flagrante, lá ficando ate as 05h da manhã e nem bem chegam no posto policial, são informados de um acidente com vitima envolvendo uma motocicleta e um caminhão, resultado, o serviço que era para terminar as 08h se estende até as 11h, sendo contabilizado no final, além das multas, duas pessoas presas, um veiculo recuperado, um veiculo encaminhado ao DETRAN, um atendimento de acidente e duas vitimas socorridas. Ocorrências registradas em um serviço de 16h por apenas dois policiais de estrada.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

      
 MARCHA DO CIDADÃO.  


      Tivemos um sábado(18 de junho de 2011) marcado por marchas ditas pela liberdade de expressão em todo o território nacional. No país inteiro, milhares de pessoas foram às ruas se manifestarem a favor de uma série de coisas, dentre elas a da descriminalização da maconha! Isto mesmo, em um país carente de educação, saúde, empregos, milhares de brasileiros vão as ruas defenderem, reivindicarem, não a melhoria desta situação, e sim a liberdade de expressão e a maconha!! Vemos direto nos meios de comunicação sobre a demora absurda da justiça brasileira, seja ela estadual ou federal nos julgamentos de processos fundamentais para a sociedade, e num piscar de olhos a Corte máxima bate o martelo e decide que é legal a marcha dos maconheiros, enquanto isso em todo o país, as policias têm se movimentado na expectativa de que o Congresso Nacional aprove a PEC 300 que estipula um piso nacional para as forças policiais. Isto me leva a pensar, por que é tão difícil uma decisão favorável aos policiais, e tão fácil outras que só tem a levar insegurança ao já frágil sistema de segurança do país? Qual o benefício para a sociedade da liberação da maconha, das alterações que foram feitas no código penal, onde restringe ainda mais os casos de prisão, estabelecendo outras medidas restritivas de liberdade, como o monitoramento. Resta a pergunta, como o Estado pretende monitorar marginais soltos nas ruas, se hoje em dia não o faz com eles guardados dentro das penitenciarias??? Como posso ensinar meus filhos do mal das drogas, se a justiça ampara e a mídia divulga o movimento dos adeptos da maconha???? Acho que chegou a hora da sociedade ordeira, marchar e fazer valer o direito da maioria. Já passou da hora de gritarmos e defendermos que direitos humanos são para os humanos e que justiça são para os justos, porque o que tem ocorrido é uma inversão de valores, privilegiando aqueles que vivem às margens da lei em detrimento do verdadeiro cidadão.